Milho e soja seguem sob estresse hídrico na Argentina
Calor e pouca chuva pressionam safras argentinas
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Dados do Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (10) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indicam que a variabilidade das chuvas trouxe alívio pontual para as culturas de verão na Argentina na última semana, enquanto áreas relevantes de produção permaneceram sob estresse hídrico.
Segundo o USDA, a precipitação se manteve na região oeste e em partes do norte do país, com volumes entre 10 mm e 100 mm, com os maiores acumulados registrados no norte. No sul de Santa Fé e em grande parte de Buenos Aires, a umidade retornou, mas os totais ficaram, em geral, abaixo de 25 mm, com registros isolados de até 50 mm. A distribuição irregular não foi suficiente para compensar os déficits hídricos em Entre Ríos, no sul de Córdoba e em áreas de Buenos Aires e Santa Fé, de acordo com o boletim.
O relatório do USDA também aponta que as temperaturas médias ficaram próximas ou acima do normal, com desvios de até 3°C acima da média. As máximas diurnas variaram entre 35°C e 40°C, com extremos localizados na faixa dos 40°C registrados em Formosa. Em 5 de fevereiro, as lavouras de milho, algodão e soja apresentavam condições mistas sob influência do calor e da escassez de chuvas.
Conforme o USDA, o milho variou de bom a razoável, com áreas semeadas mais cedo sob estresse durante a floração e o enchimento de grãos, enquanto os plantios tardios ainda podem se recuperar caso as chuvas retornem. O boletim informa que o algodão se encontrava majoritariamente nas fases de floração e enchimento dos frutos, com desenvolvimento considerado adequado, embora regiões do norte e do leste demandem umidade adicional. Já a soja seguia sob estresse, especialmente as lavouras de segunda safra, e o USDA avalia que perdas de produtividade são prováveis se a precipitação não melhorar no curto prazo.